terça-feira, 17 de julho de 2012

ATGA recebe equipamentos e terá um Telecentro Br para Camponeses


Sendo fruto de uma solicitação apresentada ao Ministério das Comunicações, final de 2009, foi entregue nesta terça-feira (17) de julho, os equipamentos que restavam para a devida instalação de um TELECENTRO BR, que é viabilizado através de uma parceria entre a Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia e o Ministério das Comunicações. 

Dentre os equipamentos recebidos estão: 11 Computadores completos, 01 Impressora, 01 Kit de Segurança (camêra) e outros acessórios de informática, além de todo o mobiliário que já havia sido entregue anteriormente.

A partir de agora, resta apenas a instalação do referido Telecentro, para o inicio das atividades, que perpassaram de atendimento ao público, até o oferecimento de cursos de informáticas aos camponeses e seus respectivos dependentes.

Logo que instalado, iniciaremos os atendimentos e o devido cadastro dos futuros beneficiários dos cursos que serão ofertados através deste valioso programa do governo federal, através do Ministério das Comunicações.

Enquanto Presidente da ATGA, Sezostrys Alves da Costa relata que está muito feliz por mais esta vitória da Associação, pois este é um sonho antigo que tinhamos, e agora está se concretizando. Ressalta ainda que ao apresentar esta solicitação em Belém, no ano de 2009, passou a ter uma grande expectativa no sucesso deste programa, pois seria a oportunidade para dezenas de camponeses e seus familiares que não tiveram no passado a chance de terem uma qualificação melhor, e assim estariam usufruindo deste meio para obterem conhecimento e com isso terem acesso a inclusão digital de forma gratuita e de qualidade.

Fonte: Diretoria da ATGA.

sábado, 7 de julho de 2012

Comissão da Verdade vai apoiar identificação de ossadas do Araguaia

A Comissão Nacional da Verdade vai dar suporte ao Grupo de Trabalho Araguaia (GTA) para a identificação dos restos mortais de combatentes mortos durante a Guerrilha do Araguaia. De acordo com o coordenador da comissão, ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o grupo deve requisitar apoio tecnológico de outros países para análise de DNA de ossadas encontradas durante as expedições do GTA. 

"Mesmo que a nossa Polícia Federal tenha um instituto de tecnologia e uma perícia muito avançada, no aspecto de DNA, podemos fazer uma requisição para os Estados Unidos (e outros países), porque as ossadas encontradas se desintegram. Essa tecnologia (de identificação por DNA) não existe aqui", disse Dipp. 

Na semana passada, o GTA fez a exumação de dois restos mortais localizados, entre os dias 10 e 20 de junho, na região dos Estados do Tocantins e do Pará. Durante os quatro anos de trabalho do grupo, 19 restos mortais foram encontrados. De acordo com Dipp, a situação dos despojos é precária. "Por mais cuidado que se tenha, as ossadas se desintegram como pó, pois lá a terra é úmida e o calor é intenso". Os restos mortais passam por exames antropométricos e por extração de DNA. Após a perícia, eles serão armazenados no Hospital Universitário de Brasília. 

Um banco de amostras de material genético de parentes de desaparecidos políticos foi criado em 2006 pela Secretaria de Direitos Humanos. Segundo o coordenador do GTA pelo Ministério da Defesa, Sávio Andrade, o banco está quase completo, cerca de 90%. No entanto, mesmo com esse mecanismo, a identificação ainda é um desafio. "Há a tentativa de extração de material genético, mas (os despojos) estão muito degradados".

Em 2009, a juíza da 1ª Vara Federal do Distrito Federal Solange Salgado determinou que o governo federal reiniciasse as buscas na região. Para cumprir a determinação judicial, o Ministério da Defesa criou o Grupo de Trabalho Tocantins (GTT), com o objetivo de localizar, recolher e identificar os restos mortais de desaparecidos políticos da Guerrilha do Araguaia. 

Em 2011, o grupo foi reformulado e ampliado e passou a ser conhecido como Grupo de Trabalho Araguaia. A coordenação é feita conjuntamente pelos ministérios da Defesa e da Justiça e pela Secretaria de Direitos Humanos. Parentes de mortos e desaparecidos da guerrilha e representantes do Ministério Público Federal (MPF) também acompanham os trabalhos. 

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento político do começo da década de 70, que surgiu para enfrentar a ditadura militar. Até hoje, dezenas de participantes do movimento estão desaparecidos. 

Fonte: terra.com.br

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Senadora Kátia Abreu PSD/TO consegue R$ 1,8 milhão para monumento à Guerrilha do Araguaia

A senadora Kátia Abreu conseguiu na manhã desta quarta, 27,do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo,  a garantia de recurso extra-orçamentário da ordem de R$ 1,8 milhão para a construção de um Ginásio de Esportes em homenagem à Guerrilha do Araguaia, na cidade de Xambioá. No lugar, além de servir para a prática de todas as modalidades de esportes,  deve ser erguido um painel histórico sobre a guerrilha, a cargo de uma supervisão da Secretaria Estadual de Cultura. O pedido da senadora  Kátia Abreu ao ministro Aldo Rebelo, foi  em atendimento a uma solicitação da prefeita de Xambioá, Ione Santiago Leite.

Segundo a senadora Kátia Abreu, o objetivo é, além de fazer um registro histórico daquele movimento, que o espaço seja frequentado com mobilidade, provocando uma interação entre a memória e o uso público do equipamento. “Ao invés de ser um monumento congelado, teremos a participação popular”.

Os recursos serão repassados diretamente ao governo do Estado, que deve entrar com uma contrapartida de R$ 200 mil.


Fonte: Jornal o GIRASSOL

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Reativado grupo que investiga o Araguaia

O governo vai tentar, nos próximos dois anos, encontrar restos mortais de desaparecidos durante a Guerrilha do Araguaia. Ontem, uma portaria dos ministérios da Defesa e da Justiça, além da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, reativou o grupo de trabalho que atuará na região norte de Tocantins e em parte do Pará até 2014. Durante as primeiras buscas, iniciadas em 2009, foram localizadas três ossadas, que podem ser de vítimas do confronto entre os militares e integrantes do PCdoB. Além de representantes das pastas e dos governos de Tocantins e Pará, o grupo será formado por peritos das polícias Federal e Civil do Distrito Federal, membros do Ministério Público e especialistas no tema.

O grupo de trabalho foi criado para atender uma sentença judicial da 1ª Vara Federal de Brasília e da Corte Interamericana dos Direitos Humanos, que determinaram a localização e a identificação de possíveis vítimas da Guerrilha do Araguaia, ocorrida há 40 anos. Uma primeira comissão foi organizada em abril de 2009, mas só no ano seguinte apareceram os primeiros resultados, quando foram encontradas as ossadas em uma área próxima a Xambioá (TO), que podem ser de Bergson Gurjão Farias e Maria Lúcia Petit, mortos pelos militares em 1972.

No ano passado, foi localizada outra ossada junto a ampolas de injeção, que pode ser de um guerrilheiro que atuava na região fazendo o atendimento médico à população. O material recolhido passa por perícia no Instituto Nacional de Criminalística (INC).

Especialistas e técnicos das universidade de São Paulo (USP), de Brasília (UnB) e do Pará (UFPA) e diversos familiares integrarão as expedições que se deslocarão ao Araguaia. O PCdoB indicou o ex-deputado Aldo Arantes como observador. A logística ficará a cargo do Comando do Exército, que também é responsável pela coordenação logística dos trabalhos. 

Com informações do Diário de Pernambuco.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia 10 de Junho próximo haverá uma grande Assembléia Geral da ATGA com todos os Camponeses associados!

Em deliberação ocorrida na reunião da Diretoria Executiva da ATGA, realizada no ultimo dia 30 de Maio, foi aprovada a convocação de uma Assembléia Geral de todos os associados da Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia - ATGA, a ocorrer no próximo dia 10 de Junho, a partir das 09:00 hs da manhã, na Câmara Municipal de Vereadores.

Pauta: 

  • Recadastramento do quadro geral de associados da ATGA;
  • Planejamento de Gestão da nova Diretoria da ATGA;
  • Informes sobre a situação atual dos processos na Comissão de Anistia;
  • Discutir acerca da próxima Caravana da Anistia ao Araguaia;
  • Informes sobre o novo Julgamento da Liminar na Justiça Federal do Rio de Janeiro;
  • O que houver.
Atenção: Todos os associados devem participar, não percam, participem...


Atenciosamente,



SEZOSTRYS ALVES DA COSTA
Presidente da ATGA.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Legislativo pode subsidiar trabalho da Comissão Nacional da Verdade

Na Câmara, há dois meses funciona a Comissão da Memória que, em julho, pretende promover um seminário internacional para discutir a Operação Condor.

Nos últimos meses, nas três esferas do Poder Legislativo estão surgindo comissões da verdade como apoio político para o funcionamento da Comissão Nacional da Verdade. Criada no ano passado, a comissão só teve seus integrantes indicados nesta quinta-feira (10). “Essas decisões de estimular que cada assembleia tenha sua comissão da verdade é fundamental. Acho que não existe nenhuma unidade da federação que não tenha uma estória importante para ser resgatada”, afirma o ex-secretário de Direitos Humanos do Governo Lula, Nilmário Miranda.

Instituída pela Lei 12.528/11, a Comissão Nacional da Verdade, que vai integrar a Casa Civil da Presidência da República, deve ser instalada no próximo dia 16.

Na Câmara dos Deputados, no final do ano passado, foi criada a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça que funciona no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Arquivo/ Beto Oliveira

Luiza Erundina
Erundina: vamos acompanhar a Comissão da Verdade; não queremos disputar com ela.
Para a coordenadora do grupo, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a Comissão da Câmara é uma contribuição do Parlamento ao resgate da memória. “Entendemos que seria positivo que a Casa pudesse colaborar com a Comissão Nacional da Verdade, se antecipando a ela, podendo ter iniciativas de ouvir pessoas que participaram do processo naquele tempo. Tanto pessoas ligadas ao regime quanto opositores ao regime”, explica. A parlamentar explica que, além de ouvir as pessoas, a comissão vai analisar documentos que estão espalhados em arquivos pessoais e institucionais.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputados Domingos Dutra (PT-MA), a iniciativa da comissão pretende inibir a reação de setores militares que não querem que se saiba o que ocorreu no regime militar. “Por outro lado, vamos também fazer a reparação e passar a limpo toda a história envolvendo o Parlamento no processo de cassação de direitos de parlamentares como Rubens Paiva e servidores do Poder Legislativo”, explica.
“Nada mais justo que a Câmara tenha uma comissão que acompanhe e colabore com a Comissão da Verdade. Porque ela vai muito além do que se propõe hoje. A história já mostrou que as comissões começam de um jeito e terminam de um jeito mais avançado do que iniciou”, avalia Nilmário Miranda.

Direitos Humanos e Minorias -  Desaparecidos políticos - Comissão da verdade
Ex-militares falaram à comissão sobre o desaparecimento de pessoas durante a ditadura

Depoimentos na comissão

Com dois meses de funcionamento, a Comissão Parlamentar da Memória já coleciona depoimentos e documentos de relevância doados por entidades da sociedade civil. Alguns depoimentos podem contribuir na busca de corpos das vítimas da Guerrilha do Araguaia. No início de abril, dois militares que serviram no confronto e um civil morador da região contaram aos deputados, em sessão secreta, detalhes sobre o episódio ocorrido em 1972.
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“Eles trouxeram fatos, episódios, experiências contundentes pelas quais passaram no Araguaia. Eram recrutas do Exército que passaram por torturas, por sevícias. Saíram com problemas físicos, sequelas graves ao serem treinados para matar e desaparecer com os corpos. Foram depoimentos fortes e convincentes, e esclarecedores para um início de busca dessa verdade. De outro lado, tem um rapaz cuja família morava no local. Ele foi vítima de uma bomba que explodiu e o deixou sem um braço, abalado emocionalmente e com a vida destruída”, conta a deputada Luiza Erundina.

Os nomes não foram divulgados por segurança. Mas um dos depoentes teria revelado onde poderiam ser encontradas as ossadas. “Essas três pessoas viveram diretamente e trazem no corpo o trauma profundo e chagas que não saram. Essa comissão recebeu com muito respeito esses cidadãos de coragem.”

Erundina agora quer fazer audiências públicas no Araguaia. Ela quer ouvir os moradores da região que foram vítimas sem participar diretamente da guerrilha ou das Forças Armadas. E em julho, a Comissão da Memória fará um seminário internacional sobre a Operação Condor.

Documentos

A comissão parlamentar também avançou muito na coleta de documentos. Jair Krischke, da organização “Movimento da Justiça e Direitos Humanos”, foi um dos que entregaram papéis que podem ajudar nas investigações.

“Os documentos que entreguei se referem à Operação Condor e nomeiam os agentes. Quem estava operando. No primeiro caso, a pessoa sobreviveu. Ficou sete anos preso no Brasil. Mas no segundo caso, é um desaparecido. Diz que um avião da FAB foi ao aeroporto de Ezeiza (Argentina) às três da manhã buscar essa pessoa e às seis decolou para a Base Aérea do Galeão. Onde está o corpo de Edmur Péricles Camargo? Essas pessoas que estão nomeadas no documento devem dizer porque sabem.”

Krischke também sugere que o Brasil peça aos Estados Unidos toda a documentação que diga respeito ao período da ditadura brasileira. “Lá existem fartos documentos. Há uma atitude muito tímida do Brasil. A Argentina pediu e recebeu.” A Câmara já enviou pedido ao Ministério das Relações Exteriores para que solicite os documentos junto ao governo norte-americano.

No Brasil, também existem arquivos que precisam ser pesquisados. “Há documentos e temos que pesquisar. As pessoas que vão buscar esses documentos têm que saber o que se procura. Aqui em Brasília, no Arquivo Nacional. Em São Paulo, no arquivo do Dops“, exemplifica Krischke.

Jair Krischke afirma ainda que existem arquivos da ditadura em poder dos militares. Segundo ele, os papéis podem ter sido queimados, mas antes foram microfilmados e estão sob a guarda de militares. Ele explica que é norma internacional dos serviços secretos jamais destruir informações porque elas podem ser importantes em algum momento.

O tesoureiro da Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia, Sezostrys Alves da Costa, também entregou à comissão parlamentar documentos de ex-militares sobre as quatro operações no Araguaia, inclusive os da chamada “Operação Limpeza”, que tinha como objetivo apagar sinais e provas da matança na região.

“É uma operação que houve na região logo depois da aniquilação da guerrilha. Essa operação iniciou em 75 e até a década de 90 a gente tem registro de que ela continuou acontecendo”, explica Costa. “Essa comissão parlamentar deve assumir essa tarefa de buscar mais informações acerca dessa operação o que pode levar a uma possível localização coletiva de restos mortais.”

Depoimentos de ex-militares e pessoas que viviam na região do conflito também foram registrados pela associação. Costa quer que, ao final da Comissão Nacional da Verdade, os livros escolares enfim contem o que realmente aconteceu na guerrilha do Araguaia.

Qualquer pessoa que tenha informações sobre esse período e queira depor na comissão pode entrar em contato pelo e-Democracia ou pelo telefone da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (61) 3216-6570.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/DIREITOS-HUMANOS/417029-LEGISLATIVO-PODE-SUBSIDIAR-TRABALHO-DA-COMISSAO-NACIONAL-DA-VERDADE.html 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dilma anuncia integrantes da Comissão da Verdade


KELLY MATOS
DE BRASÍLIA 


A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira (10) os nomes das sete pessoas que vão integrar a Comissão da Verdade.

Os nomes devem ser publicados na edição de amanhã do "Diário Oficial da União" e a cerimônia de posse dos novos integrantes será no próximo dia 16.

Os ex-presidentes José Sarney (PMDB), Fernando Collor (PTB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já confirmaram presença na cerimônia.

Em sentido anti-horário, José Carlos Dias, Gilson Dipp, Cláudio Fonteles, Maria Rita Kehl, José Paulo Cavalcanti Filho e Paulo Sérgio Pinheiro, membros do grupo que investigará violações dos direitos humanos na ditadura


Farão parte do grupo: José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça no governo Fernando Henrique), Gilson Dipp (ministro do STJ e do TSE), Rosa Maria Cardoso da Cunha (amiga e ex-advogada de Dilma), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República no governo Lula), Maria Rita Kehl (psicanalista), José Paulo Cavalcanti Filho (advogado e escritor), Paulo Sérgio Pinheiro (atual presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria).

Antes do anúncio oficial, Dilma esteve reunida no Palácio do Planalto com os integrantes da comissão e os ministros ligados ao tema.

Ainda hoje, os sete membros indicados serão recepcionados pela presidente em um jantar no Palácio da Alvorada.

A indicação dos integrantes ocorre quase seis meses após a lei que cria a Comissão da Verdade ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff.

A Comissão da Verdade vai investigar e narrar violações aos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988 (que abrange o período do Estado Novo, ditadura do governo de Getúlio Vargas, até a publicação da Constituição Federal).

O grupo apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e desaparecimentos na ditadura e vai funcionar por dois anos. Ao final deste prazo, a Comissão deverá elaborar um relatório em que detalhará as circunstâncias das violações investigadas. 

MILITARES
 
Em fevereiro, grupos de militares da reserva reagiram contra a Comissão da Verdade. Em nota, clubes das três Forças Armadas, que representam militares fora da ativa, criticaram a presidente Dilma Rousseff por ela não ter demonstrado "desacordo" em relação a declarações de ministras e do PT sobre a ditadura militar (1964-1985).

A reclamação tratava, entre outros temas, sobre uma declaração da ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), segunda a qual a Comissão da Verdade pode levar à responsabilizações criminais de agentes públicos, a despeito da Lei da Anistia. O texto dos militares, que havia sido publicado na internet, acabou sendo retirado do ar após pressão do governo.

Dias depois, também em nota, 98 militares da reserva reafirmaram os ataques feitos por clubes militares à presidente Dilma e disseram não reconhecer autoridade no ministro da Defesa, Celso Amorim, para proibí-los de expressar opiniões. A nota, intitulada "Eles que Venham. Por Aqui Não Passarão", também atacava a Comissão da Verdade: "[A comissão é um] ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo", dizia o texto, endossado por, entre outros, 13 generais.

Fonte: Folha de S. Paulo